História
A melhor forma de procurar os registos de uma povoação pequena e do interior é sem dúvida nos registos das paróquias. Das Avelãs de Ambom, o primeiro registo é de 1321 sob o reinado de D. Dinis. Foi durante a luta contra os mouros que o Rei D. Dinis conseguiu, a título de subsídio, por meio da Bula do Papa João XXII a concessão, por tempo de três anos da décima, de todas as rendas da igreja. Em 1321, com vista a analisar os rendimentos conseguidos com tal lei, cria-se o "Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia no reino de Portugal e Algarves". Nesse catálogo consta então a Igreja de Santa Maria das Avelãs com o contributo de 15 libras.
A origem do nome da aldeia não é consensual. No entanto, a que reúne mais consenso é a de Avelãs de Ano Bom com alusão a anos excecionais de produção de avelãs.
Do século XVII até ao século XIX muitos eram os ofícios que se praticavam numa freguesia que tinha de se bastar a si mesma. Cardadores, sapateiros, moleiros, barbeiros, pisoeiros (trabalhador da vinha), oleiros, almocreves (condutores de animais de carga), alfaiates, carpinteiro, pedreiro, carvoeiro, ferreiro, professores e tecedeiras.
Texto de Tiago Pinheiro, 2019
